Programa de Orientação, Treinamento e Controle de Mosquitos

 

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Sobre o Programa

Disponibilizar aos órgãos públicos e à iniciativa privada, serviço especializado para orientação, treinamento e controle de mosquitos, assim como a execução de projetos, realização de testes de produtos e outros serviços afins, que envolva insetos. Esta é uma atividade especializada que não concorre com a iniciativa privada.

O controle da população de insetos-praga de lavoura e insetos de importância médica tem sido feito à base de inseticidas químicos, desde o início da década de 40, com a descoberta do DDT. Além do problema de ser poluente, tóxico e sem especificidade, isto é atingir também os insetos benéficos, já no final da década de 40 começaram aparecer os casos de resistência dos insetos ao DDT. Outros compostos químicos foram elaborados, mas o seu emprego intensivo, tanto na agricultura quanto na saúde pública ,resultou rapidamente em novas resistências e resistência cruzada.

A pressão ecológica, devido ao teor poluente do inseticida químico, do seu acúmulo no ambiente, do seu uso inadequado ( excessivo) e da sua alta toxicidade ao homem e outros animais, associados ao desenvolvimento de resistência pelos insetos, levaram a procura de formas alternativas de controle, como os patógenos aos quais os insetos são naturalmente sensíveis.

O macro desafios do século 21, como a diminuição necessária dos inseticidas químicos usados no meio ambiente, levando a um controle mais “limpo”de insetos vetores de doenças e pragas de plantas cultivadas.

Os microrganismos entomopatogênicos são uma alternativa ao controle químico, que quando comparados em termos de eficiência/custo acrescido dos benefícios ambientais as vantagens são numerosas, como a segurança para seres humanos e outros organismos não alvo, a redução de resíduos nos alimentos, o aumento da atividade de outros inimigos naturais e o aumento da biodiversidade nos ecossistemas tratados.

Bacillus thuringiensis é o mais utilizado no mundo, desde 1938. É uma bactéria cosmopolita encontrada principalmente em solo e larvas de insetos mortas. O B.thuringiensis produz durante sua esporulação uma inclusão protéica que lhe confere a característica entomopatogência. Estas inclusões são formadas por protoxinas (proteínas Cry) consideradas ambientalmente seguras por não apresentarem toxicidade frente a organismos não alvo.

É justamente o modo de ação dos biopesticidas à base de B. thuringiensis o responsável pelo seu caráter não poluente ( Arantes et al. 2002).

Na área de controle de insetos vetores de doenças, a situação é bastante crítica devido a rápida, crescente e comprovada ineficácia do inseticidas, químicos. Trabalhos científicos tem mostrado a seleção dos mosquitos resistentes aos inseticidas químicos e como conseqüência epidemias de dengue aparecem em diferentes regiões do Brasil a cada ano. Não basta educação e saneamento, é preciso um inseticida eficiente. O B. thuringiensis tem sido usado, sob recomendação da OMS ( Organização Mundial da Saúde) desde a década de 70, do último século, particularmente no programa de oncocercose, na África, contra os vetores de dengue, filariose e malária na China e Filipinas e contra pernilongos na Alemanha.

Por outro lado, apesar de ser o bioinseticida mais comercializado no mundo, o brasil não tem Know-how próprio para a sua produção. As formulações disponíveis no mercado, sempre importadas,são adequadas a pernilongos e borrachudos. Direcionadas os criadouros de mosquito da dengue são praticamente inexistentes.

Hoje, a iniciativa privada tem se preocupado em testar produtos que possam ser agregados nas campanhas de controle. Também novas metodologias de controle mecânico. Para tanto faze–se necessário ação de suporte para os testes de novos produtos, montagens de projetos técnicos de controle e até mesmo a realização do controle em si.

Esta é a área de especialidade do Laboratório de Entomologia Média, sob nossa responsabilidade, onde estamos trabalhando nesta linha a mais de 20 anos. Desde 1994, nós, na UEL, testamos o B. thuringiensis artesanalmente produzido em diferentes meios de cultura, com ou sem formulação farmacêutica, contra Culex. Iniciamos o desenvolvimento de duas formulações, uma sólida para Aedes e Anopheles e uma líquida para Culex e Simulium.

Desde o ano de 2010 o laboratório vem testando metodologia alternativa com o uso de armadilhas de sequestro de ovos (ovitrampa). Esta alternativa já gerou duas dissertação de mestrado e vários trabalhos de conclusão de curso. Também tem sido implantadas, como método de diagnóstico e controle do Aedes aegypti em algumas industrias e órgãos públicos de Londrina e região.

Em resumo poderão ser desenvolvidas as seguintes atividades:

  • Montagem de projetos para o controle de borrachudos e pernilongos;
  • Treinamento de pessoal para atuação em campo;
  • Execução de controle de larvas ou adultos de mosquitos;
  • Executar bioensaios em laboratório, semi-campo e campo para testar produtos químicos ou biológicos;
  • Montar e monitorar projetos de controle do mosquito vetor do vírus da dengue.

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